terça-feira, 8 de outubro de 2013

Apreciando Giovanni Papini- Escritor Italiano

Gosto de trabalhar dentro de uma linha de reflexão de que  nada sabemos, no entanto, sempre estamos extremamente dispostos a aprender tudo que seja útil de alguma forma, ou por apreciação ou por divertimento, por isso deixo essa contribuição maravilhosa sobre o escritor italiano Giovanni Papini
 1881 // 1956 , que pode ser apreciado no site http://www.citador.pt/textos/venda-da-alma-e-venda-do-corpo-giovanni-papini , e que transcrevo para apreciação:
Venda da Alma e Venda do Corpo Não só as mulheres que casam sem amor, mas apenas por conveniência; não só as esposas que continuam a comer o pão daquele que já não amam e enganam; não só as mulheres se prostituem. É prostituto o escritor que coloca a pena ao serviço das ideias em que não crê; o advogado que defende causas que reconhece injustas; quem finge a adesão aos mitos e interesses dos poderosos para obter recompensas materiais e morais; o  ator e o bobo que se expõem diante dos idiotas pagantes para arrecadar aplausos e dinheiro; o poeta que abre aos estranhos os segredos da sua alma, amores e melancolias, para obter em compensação um pouco de fama, de dinheiro ou de compaixão; e, acima de tudo, é prostituto o político, o demagogo, o tribuno que todos devem acariciar, seduzir, a todos promete favores e felicidade e a todos se entrega por amor à popularidade - justamente chamado homem público, quase irmão de toda a mulher pública.Mas quem de entre nós, pelo menos um dia da sua vida, não simulou um sentimento que não tinha e um entusiasmo que não sentia e repetiu uma opinião falsa para obter compensações, cumplicidades, sorrisos ou benefícios? Quem dá uma parte de si por vantagens pessoais prostitui-se como a mulher que atribui um preço à sua docilidade. Mas a prostituição da alma praticada pelos homens é mais ignominiosa do que a do corpo, e mais irremissível. Giovanni Papini, in 'Relatório Sobre os Homens'

Um comentário:

  1. Através do exercício critico e consciente da vida cidadã, devemos nos policiar, devemos não ceder aos apelos que podem consumir as nossas almas. Quero me olhar no espelho e não sentir vergonha do que vejo. Luto e vou lutar sempre contra a pequenez humana que ri da desgraça e da miséria alheia, fico triste quando vejo meus alunos com a cara enfiada no celular, preso a uma tela e a vida acontecendo diante de seus olhos, fico mais triste ainda quando vejo pessoas procurando defeitos e tentando ridicularizar o outro, fico triste porque não vejo vantagens nessas atitudes, fico triste quando em vez de argumentar, deixo a minha irracionalidade falar mais alto e também desqualifico a pessoa e a deixo mais baixa que o chão, mas vou aprender a ser mais tolerante, a ser mais compreensiva, vou aprender a dominar o animal que em mim habita, por isso, o escritor Giovanni Papini, tocou tão fundo e me fez calar!

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